sábado, 19 de março de 2011



Enquanto jazo

Enquanto jazo esquecido e sozinho

Exalo as rosas que cobrem meu corpo frio

Contemplo o céu como o mais nobre vinho

Que derrama sincero, o apelo sombrio


Enquanto jazo em fúnebre prestígio

Os pássaros cantam em último coro

Do escravo a vida não deixa vestígio

Nem mesmo tenta seu último choro


Enquanto jazo em silêncio profundo

Descanso eterno na chama calma

Liberto-me da crisálida carne e do cárcere mundo

Só o homem livre imortaliza a alma


Marcelo Alves - 16/07/2008 e.v.

Sol Q 14° 43' Cancer D, Luna R 29° 33' Sagittarius f - 24:59 hs